ÓLEOS DE PROCESSO MONITORAMENTO DE MERCADO E PROVIDÊNCIAS INSTITUCIONAIS Prezados(as),
Empresas associadas têm reportado dificuldades no acesso a óleos de processo, especialmente dos tipos naftênico e parafínico, caracterizadas por restrições de oferta e elevação relevante de preços.
Em meio à recente volatilidade global no mercado de petróleo e derivados, associada a tensões geopolíticas internacionais, informações de mercado indicam possíveis fatores estruturais no Brasil que podem estar contribuindo para esse cenário. Entre eles, destacam-se: Alterações na configuração do parque de refino nacional, incluindo a saída da RLAM do sistema Petrobras; Elevada concentração da produção doméstica, com destaque para a LUBNOR nos óleos naftênicos e a REDUC nos parafínicos; Baixa atratividade relativa dos óleos básicos no refino, o que pode limitar a expansão da oferta; Maior dependência de importações, especialmente para insumos de maior especificidade técnica, com consequente exposição a variáveis logísticas, cambiais e geopolíticas.
Considerando que os óleos de processo possuem elevada especificidade técnica e, em diversas aplicações, não apresentam substitutos diretos, o SINDIBOR e a ABIARB adotaram providência institucional junto à FIESP, solicitando articulação com os principais agentes do setor, em especial ANP e Petrobras, com foco em:
Garantia de abastecimento do mercado interno; Maior transparência sobre produção e planejamento de óleos básicos; Coordenação de eventuais transições de fornecimento; Estruturação de alternativas de importação e diversificação de fornecedores; Avaliação do tema sob a ótica de política industrial para insumos críticos.
Como desdobramento, a FIESP formalizou, em 24 de março de 2026, ofício à Presidência da Petrobras solicitando esclarecimentos e a adoção de providências voltadas à regularização do abastecimento, reforçando a criticidade do insumo para a indústria e os impactos sobre previsibilidade, estabilidade operacional e competitividade.
Seguiremos acompanhando de forma próxima os desdobramentos junto aos órgãos competentes e agentes de mercado, mantendo o setor informado com a devida tempestividade.
Adicionalmente, solicitamos às empresas que estejam enfrentando dificuldades relacionadas a este insumo, ou a qualquer outro insumo crítico, que compartilhem informações detalhadas (tipo de insumo, características da dificuldade enfrentada, variações observadas e impactos operacionais), ressalvando-se que as informações serão tratadas de forma agregada e confidencial, exclusivamente para fins institucionais, de forma a subsidiar a avaliação de eventuais medidas adicionais.
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